Resumo de um caminho

Muitos dos momentos do meu longo tempo de trabalho encontram-se na exposição. A gravura permitiu a descoberta das possibilidades do relevo .Tudo que é cavado no cobre resulta, depois de ter passado pela prensa, em relevo no papel. E eu cavei o cobre fundo e muito. A gravura é tátil, faz surgir a sombra, dá a sensação de vida.(Foi olhando um buril de Dürer com uma lente que percebí o «a mais» da gravura em relação ao desenho).

As peças sobre sisal são a multiplicação das conexões entre o pequeno e o grande, são a procura de um ritmo. Os cortes e recortes representaram uma vontade de atingir o além do plano do papel. Criei assim uma intimidade com ele, quer permanecesse como corte e recorte, quer se tornasse suporte de outras superposições de papel. Quando surgiram os relevos e as aquarelas-relevos. Devo muito à liberdade que conquistei com o papel.

E nos recentes "arameados" existe a procura de algo que deve vir a ser no meio de camadas de arames de várias profundidades.

Piza
Paris, março de 2004

Breve currículo de Arthur Luiz Piza

Piza participou das seguintes bienais e mostras internacionais importantes:

1ª Bienal Internacional de São Paulo – 1951
2ª Bienal Internacional de São Paulo – 1953
3ª Bienal Internacional de São Paulo – 1955
4ª Bienal Internacional de São Paulo – 1957
5ª Bienal Internacional de São Paulo – 1959
6ª Bienal Internacional de São Paulo – 1961
7ª Bienal Internacional de São Paulo – 1963
9ª Bienal Internacional de São Paulo – 1967
15ª Bienal Internacional de São Paulo – 1979
2ª Bienal de Paris - 1961
3ª Bienal de Paris – 1963
Bienal de Menton – França – 1968
Bienal de Noirt – França – 1989
Bienal de Sarcelles – 1990
5ª Beinnale d’estampes contemporaines – França – 1991
Trienal da Américas – França – 1993
Bienal de Sarcelles – 1999
Bienal de Sarcelles – 2001
33ª Bienal de Veneza – 1963
Bienal de Veneza – 1966
Bienal Internationale de Gráfica, Vico Arte, Vico – Itália - 1990
Documenta de Kassel – Alemanha - 1959
2ª Bienal da Gravura Européia – Alemanha - 1981
Trienal de Grenchen – Suíça - 1985
Bienal de Cracóvia – Polônia – 1966
Bienal de Cracóvia – Polônia – 1972
Bienal de Cracóvia – Polônia – 1974
Trienal da Noruega – 1992
Bienal da Noruega – Oslo – 1999
3ª Bienal de San Juan Del Grabado latino-americano y Del Caribe – 1974
4ª Bienal de San Juan Del Grabado latino-americano y Del Caribe – 1979
5ª Bienal de San Juan Del Grabado latino-americano y Del Caribe – 1981
6ª Bienal de San Juan Del Grabado latino-americano y Del Caribe – 1983
7ª Bienal de San Juan Del Grabado latino-americano y Del Caribe – 1986
2ª Bienal Ibero-americana México – 1980
1a Bienal de Havana – 1984
2ª Beinal de havana - 1986
Bienal de Porto Rico – 1992
13ª Bienal de San Juan Del Grabado latino-americano y Del Caribe - 2001

Exposições Individuais:

A primeira grande individual de Piza aconteceu no ano de 1958, no MAM/SP, e em seguida pelas galerias e museus de diversos países como:

Alemanha,
Bélgica,
Brasil,
Coréia do Sul,
Dinamarca,
Equador,
Espanha,
França,
Itália,
Iugoslávia,
Japão,
Luxemburgo,
Noruega,
Porto Rico,
Portugal,
Suécia,
Suíça.

Em 2005 realizará uma grande mostra na Casa França-Brasil no Rio de Janeiro.

Os seguintes museus possuem obras de Piza:

Biblioteca Nacional de Paris,
Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma,
Instituto de Arte de Chicago,
Museu Albertina (Viena),
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo,
Museu de Arte de Lodz,
Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli,
Museu de Arte Moderna (Paris),
Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris,
Museu de Arte Moderna de Belgrado,
MoMA - Museu de Arte Moderna de Nova York,
Museu de Arte Moderna de Saint Etienne,
Museu de Arte Moderna de São Paulo,
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
Museu de Portland,
Museu de Saarland,
Museu do Homem (Sarrebruck),
Museu Guggenheim (Nova York),
Pinacoteca do Estado de São Paulo,
Victoria and Albert Museum (Londres).

Piza recebeu diversos prêmios, destacando-se:

Prêmio Aquisição na 2ª Bienal de São Paulo (1953),
Prêmio Nacional de Gravura na 5ª Beinal de São Paulo (1959),
Prêmio David Brigth na Bienal de Veneza de 1966,
Medalha de Ouro na 2ª Bienal de Florença (1970),
Prêmio de Gravura na 3ª Bienal de Cracôvia (1970),
Prêmio do Júri da Bienal da Gravura da Noruega em 1980
Grande Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1994.

 

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