2019: SP-Arte – Feira de Arte de São Paulo > 03/04 a 07/04/2019

Sobre a feira

Criada em 2005, a SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo – é um dos mais importantes eventos do mercado global de artes. Consagradas galerias trazem mais de 2.000 artistas do Brasil e do mundo e se reúnem, com museus e instituições culturais, num encontro criativo anual entre colecionadores, profissionais e amantes da arte.

Durante o evento, que se espalha pela cidade, há conversas sobre o fazer artístico, além da presença de revistas, editoras e lançamentos de livros no Pavilhão da Bienal, compõem um panorama do circuito contemporâneo. Dessa forma, a SP-Arte se consolida como um aglutinador de tendências e ainda fortalece a economia criativa do país.

SP-Arte/2019
03 a 07 de abril

Horários
Quarta, 03 de abril (Preview para convidados)
Quinta a sábado, 04 a 06 de abril: 13h–21h*
Domingo, 07 de abril: 11h–19h
Pavilhão da Bienal
Parque Ibirapuera, portão 3
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, Brasil
Estacionamento no Parque com Zona Azul

Projeto

Anna Bella Geiger – História da Arte Brasileira

Se a arte nasce das inquietações humanas, pode-se dizer que Anna Bella Geiger fez uma verdadeira revolução nos meios e formas de expressão artística no Brasil. Com um olhar voltado sempre para o novo, ela expandiu sua capacidade criativa, inaugurando no país, no início de 1974, um movimento de vanguarda que mais tarde se consolidaria em definitivo: a videoarte. Toda essa narrativa será retratada no projeto “Anna Bella Geiger – História da Arte Brasileira”, promovido pela Galeria Murilo Castro no stand A8 durante a edição 2019 da sp-arte que acontecerá de 3 à 7 de abril no Pavilhão da Bienal .

Experimental por natureza, Anna Bella, que nasceu em 1933 e ainda hoje produz obras de relevância inquestionável no Brasil, deu forma a uma arte que foi do moderno ao contemporâneo como poucos conseguiram fazer. A passagem da mancha amorfa e anônima para o contorno novamente reconhecível de um determinado continente, como mostra a estampa borrada do Novo atlas I, é um jogo com os esquemas de percepção, que desdobra seu potencial no âmbito de um determinado texto, através da transformação, metamorfose e alteração. Anna Bella Geiger mostra essas metamorfoses exemplares em seu vídeo Mapas elementares nº3 de 1976, em que a artista desenha quatro figuras que logo se revelam como sendo jogos, que dão a reconhecer a imagem clichê da América Latina.

As semelhanças semânticas entre Amuleto, a Mulata, a Muleta e América Latina transformam-se na superfície visual como distorções anamórficas de uma identidade que é determinada por limites e fronteiras vistos de fora. O Amuleto representa o misticismo, a Mulata encarna a sensualidade e a miscigenação de raças, a Muleta sinaliza o desamparo e a dependência e a geografia do continente nivela diferenças políticas, históricas nacionais e culturais. Tudo isso (as quatro coisas) constitui os padrões segundo os quais se forma a imagem da América Latina.

Não é por acaso que essas imagens se formam sob o olhar aparentemente objetivo da câmera, quando na realidade ela as apresenta filtradas ou concretizadas conforme sistemas, dentro de quadros fugidios, desenhados, aparentes e incorpóreos.

A história da arte no Brasil se confunde com a trajetória de Anna Bella. Com obras como “Mapas Elementares”, “Passagem” e “ Burocracia” , a arte de Anna Bella Geiger aborda questões contemporâneas, como o contexto social, imagem da mulher e aspectos do próprio universo artístico, aproximando a arte do pensamento crítico.

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